“Minha falange sagrada vem de muito tempo atrás
Da avó de minha avó, os remédios naturais,
Toda folha quando dorme, sonha suas ancestrais,
E entrega para quem colhe axé de amor e paz
Tá na mão da benzedeira, tá no canto da xamã,
O segredo da floresta e a força da cunhã
As mulheres e as folhas, Aidê veio saudar,
Toca forte batuqueira que a magia vem no ar
Eu sou a neta da bruxa, sou menina de vovó,
Arruda e abre-caminho, com vocês não ando só,
Eu sou a neta da bruxa, sou menina de vovó,
Arruda e abre-caminho, nessa Terra eu não ando só!
Jurema me iluminou
Na mata eu encontrei
As folhas para benzer
E o rastro de Aidê”
Essa linda música de Iara Ferreira para o bloco cores de Aidê retrata de maneira poética a força da ancestralidade feminina na transmissão dos conhecimentos sagrados das plantas medicinais.
Toda honra às mulheres que mantém vivas as tradições milenares.